quinta-feira, junho 01, 2006

Quando a maionese deslaça...

Esta espécie de maionese que é a actual maioria na CML é muito complexa. Na lista de Carmona juntaram-se todas as sensibilidades do PSD e ainda Fontão (ex?-CDS) e Pedro Feist (ex?-CDS), sendo que o próprio Carmona Rodrigues é sempre anunciado como independente - recordo só que foi ao Congresso pela mão de Marques Mendes (mas isso pode não significar mais do que a prova pública de que naquele momento estava de relações no mínimo más com Santana, e que, da parte de Mendes, isso seria uma bofetada em público a Santana).
Bom, mas o que é facto é que, neste mopmento, começam a sobressair os primeiros sinais de desafinação, pela primeira vez no mandato (passaram agora exactamente os primeiros sete meses).
E começam por uma porta para mim «mixuruca». Já terá havido coisas maiores que não se mostraram tão fracturantes. Falo do tão badalado parque de estacionamento do Largo do Barão de Quintela, do lado de baixo do Camões.
Na Câmara, pelo menos dois vereadores dessolidarizaram-se de Gabriela Seara. Foram eles, embora com uma linguagem muito polida e camuflada, e cada um com seu «discurso», Marina Ferreira e Amaral Lopes.
Ainda na Câmara, Nogueira Pinto (CDS) manteve um pé de cada lado da barricada até hoje.
No PSD na Assembleia, houve várias vozes a pedir que não se faça o parque.
No CDS da Assembleia Municipal, houve logo quem dissesse que devia ser tudo repensado.
No Comissariado da Baixa, houve uma (pelo menos uma) ameaça de demissão se o parque for para a frente.
Nogueira Pinto, isto, não comentou, que eu saiba, mas porta-vozes da Câmara deram várias notas do género «quem não está bem muda-se».
São muitas fracturas de repente expostas. E por causa de quase nada.
Much ado about nothing, dir-se-ia...
Leia mais, muito mais, para comprovar em:
http://news.google.pt/news?hl=pt&ned=&ie=UTF-8&ncl=http://diariodigital.sapo.pt/news.asp%3Fsection_id%3D13%26id_news%3D230079

Lisboa: PCP propõe e CML aprova que governo pare com a venda de imobiliário...

Há muito para pensar antes de vender o imobiliário do Estado (género: quartéis, hospitais e tal). Foi isso que Assembleia, anteontem, e Câmara, ontem, decidiram dizer não, homem, não venda antes de se estudar o que se pode fazer em cada sítio, e talvez nem deva vender nalguns casos - mais ou menos é disto que se trata. Mas o melhor, mesmo, é ler aí em baixo e no blog de apoio o texto aprovado. E dar um salto, se quiser, a estes sites:
http://news.google.pt/news?hl=pt&ned=&ie=UTF-8&ncl=http://diariodigital.sapo.pt/news.asp%3Fsection_id%3D12%26id_news%3D230306
e ainda:
http://www.rr.pt/noticia.asp?idnoticia=166774

Querida EPUL!

Alguém um dia destes tem de tomar alguma medida de saneamento da situação que parece precisar mesmo de limpeza (no sentido real da palavra: aquilo parece mesmo caso de higiene pública). Agora, perante - e só perante - protestos sérios de alguns dos jovens ludibriados, afinal vem-se reconhecer que tudo é verdade, que têm toda a razão e que lhes vai ser devolvida a massa já entregue: várias dezenas de milhares de euros cada um, totalizando quse 5 milhões. Um deles pergunta: «O que é que têm andado a fazer com o nosso dinheiro?».
Um dos problemas de base é o seguinte:
a EPUL deixou de ser uma empresa pública para promover urbanização pública e habitação social municipal e passou a ser, nos últimos quatro anos cada vez mais, uma simples construtora como a J. Pimenta, mas com uma diferença: não paga os terrenos: é a CML que (os 'paga', seja de que modo for, se for o caso, e) lhos entrega de mão beijada. O que estaria certo se a EPUL respeitasse o seu estatuto fundador e a sua prática até há uns anos...
Leia mais em
http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=690207&div_id=291

Novo «serviço» no lisboalisboa

Começa hoje aqui um novo serviço do lisboalisboa: um alerta diário sobre um tema por mim escolhido, sempre relativo à Cidade de Lisboa, evidentemente. Hoje seleccionei, para inauguração, e a título simbólico, este assunto: trabalhadores da CML protestaram na Praça do Município, em defesa das suas condições de trabalho e acusam a CML de várias malfeitorias.
Clique duas vezes sobre:
http://news.google.com/news?ie=utf8&oe=utf8&persist=1&hl=pt&client=google&ncl=http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php%3Fid%3D689947%26div_id%3D291

quarta-feira, maio 31, 2006

2010 ??

Este mandato termina em Outubro de 2009. Como pode o Comissariado da Baixa, a tal novel Comissão de sábios, prometer o paraíso para 2010?

Livro

Aguardo. Continuo a aguardar. Miguel Coelho não disse a dada altura do «processo» que ia publicar um livro sobre as eleições autárquicas em Lisboa? (Para quem não conheça: MC é presidente da Concelhia de Lisboa do PS.)

Viva Sérgio

Gosto de pessoas que acautelam o seu futuro. Hoje, no Jornal de Negócios, o director escreve um texto ditirâmbico com um sugestivo «Viva Zezinha» por título. Quem foi que disse que não há campanhas. É aqui que elas se iniciam. Aguentem aí até 2009.

Falência

Sabia que o CDS está falido? Em 2005 deu 195 mil euros de prejuízo.

Chelas está em luta

Moradores de Chelas, Bairro das Amendoeiras e dos Loios, distribuíram hoje uma nota muito dura contra o Governo e contra a Fundação D. Pedro IV e o seu ex-director, Canto Moniz. Isso foi feito na Praça do Município, enquanto lá dentro decorria a sessão da CML, e já depois da concentração de trabalhadores contra medidas administrativas que lesam os seus direitos. Na nota pode ler-se, entre muitas outras acusações, a de que Canto Moniz foi expulso do IGAPHE em 1990, por corrupção e locupletamento à custa do Estado. É forte.

Lisboa: saltam os primeiros coelhos

Por causa do parque previsto (até agora) para o Largo Barão de Quintela, notam-se claramente posições fracturantes. São os primeiros sinais de muitos que hão-de chegar. Falo, claro, dos combates interiores, no PSD e no CDS, em Lisboa.
Aguardemos novos episódios, deste e de outros patamares. Ainda a procissão vai no adro. Ainda os grandes coelhos não começaram a saltar do buraco.

«Pontos negros» também em Lisboa...

É muito importante e oportuna esta campanha da DECO e da ACA-M.
Associo-me totalmente a ela, tanto mais que em Lisboa se passa do pior nesta matéria, como, infelizmente, todos sabemos.
Vá a estes dois sítios:
http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=689855&div_id=
http://www.deco.pt/map/src/417241.htm
Para informação mais completa, pode ir a
http://lisboalisboa2.blogspot.com

Nova lei das rendas pode criar muitos problemas em Lisboa

Especialmente em Lisboa. Mas não só: a nova lei das rendas vai trazer imensos problemas. Para a Associação dos Inquilinos Lisbonenses é assim: «As expectativas de algum equilíbrio entre os direitos e os deveres das partes, já bastante desequilibrados a favor dos senhorios no texto da Lei, ficam goradas». Hoje, estas questões foram vistas com o Governo. Que não parece muito interessado em resolver a questão atempadamente...
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terça-feira, maio 30, 2006

Lisboa: CDU visita à Quinta do Cabrinha

A política e a solidariedade têm destas coisas. A CDU vai à Quinta do Cabrinha ouvir os moradores. Há três semanas estive lá, mas em apoio da ACAM para um minuto de silêncio simbólico pela morte na estrada que vitimou uma criança. Agora vão lá eleitos locais.
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Lisboa: CRIL em causa: sub-lanço Buraca / Pontinha

Deputados do PCP visitam a CRIL

Em resumo, o que se passa é que os moradores se consideram muito lesados quer pelo traçado conhecido quer pelos impactes negativos (ruído e outros) do traçado da CRIL que falta: da Buraca à Pontinha.
O ministério diz que a obra - que todos desejam - pode ser adjudicada ainda este ano. Ainda bem. Mas ainda mal se não for rectificado o que tem de se rectificado. Na rota desta implantação ficam o Bairro Padre Cruz e Alfornelos, como se sabe...
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Lisboa: Palacete Ribeiro da Cunha – parar para pensar, ok.

O Forum Cidadania LX e mais duas outras entidades acabam de lançar um apelo à Câmara de Lisboa: que seja suspendido imediatamente o processo de aprovação de um hotel nas imediações do Jardim Botânico.
Concordo com o objectivo: parar para pensar na Cidade.
Há aqui e ali uns considerandos em que não meto a foice, por ser seara alheia, mas há aqui coisas muito erradas que saltam logo à vista.
O que me parece é que não se trata de salvaguardar um palacete, mas sim de construir uma grande unidade hoteleira ao lado do palacete… E logo ali, de frente para o Jardim Botânico, cuja área de protecção é assim ocupada… com construção! Um hotel de charme com 3 quartos, sim. Uma unidade hoteleira com mais 52, construídos no logradouro que assim quase desaparece, não.
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segunda-feira, maio 29, 2006

Lisboa: avenidas novas - intervir en quanto é tempo!

Algumas organizações, entre as quais o Forum Cidadania, enviaram um «pedido urgente à CML para que intervenha nas Avenidas Novas (sobretudo nas transversais às Av.Duque de Loulé, à Av.Fontes Pereira de Melo e à Av.República /Av.Cinco de Outubro, mas não só) enquanto é tempo, evitando a destruição dos últimos edifícios originais desta zona e contribuindo para a preservação da memória da cidade dos princípios do século XX.»
É importante.
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Lisboa: ai, Cultura!

1. Mexida na Cultura
Sem mais, Amaral Lopes quer mexer nos horários de trabalho do pessoal das Bibliotecas Municipais. Não lhe vai ser fácil. Não negociou isso com ninguém. Os sindicatos não vão alinhar facilmente.

2. Falta uma biblioteca em Benfica
Um grupo de cidadãos de Benfica está a organizar-se para reclamar em termos muito sérios um equipamento em falta: biblioteca. Eduardo Marques, PCP, dá a cara pelo projecto. A Lusa explica tudo. Leia mais em
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quinta-feira, maio 25, 2006

Lisboa: Largo Barão de Quintela

Pode ler mais sobre este assunto em
http://cidadanialx.blogspot.com/2006/05/lgbaro-quintela-comentrios-aos-novos.html

Depois de um artigo inserido no ‘Público’, o blog Cidadania LX avança com novos dados. São especialmente interessantes os seguintes:
«Quanto às necessidades de estacionamento para residentes na zona do Bairro Alto, aqui ficam os números oficiais do estudo encomendado pela CML em 2003, e publicado em 2005, por uma equipa de que fizeram parte José Manuel Viegas, João Seixas, entre outros, e disponível para consulta em qualquer biblioteca da CML. Números bem diferentes dos citados no artigo do Público, que são da EMEL e, portanto, enviesados:
Baixa Chiado: 1.119 lugares de estacionamento grátis+tarifado; 2.712 estacionamento (total); 636 automóveis; 2.076 licenças por emitir.
Bairro Alto (compreende 3 freguesias): 2.761 (estacionamento grátis+tarifado); 3.310 (total estacionamento); 3.067 (total automóveis); 243 (licenças por emitir).
Cais do Sodré: 634 (Estacionamento grátis+tarifado); 1.729 (total estacionamento); 63 (total automóveis); 1.667 (licenças por emitir).
Totais: 4.514 (Estacionamento grátis+tarifado); 7.751 (total estacionamento); 3.765 (total automóveis); 3.986 (licenças por emitir).»

Temas fortes de Lisboa vão estar a debate na Assembleia de terça-feira

Desemprego, Café Império, Património do Estado: três questões que a Assembleia Municipal de Lisboa vai debater na próxima terça-feira, por iniciativa dos deputados municipais do PCP.
Leia os textos de suporte para cada um destes temas em
http://lisboalisboa2.blogspot.com