.Editorial.1
Ontem a AML «chumbou» o empréstimo de 36 milhões.
Uma notícia estranha, já que tinha havido unanimidade na CML.
Merece reflexão o que se passou na sessão de Câmara e da Assembleia Municipal com a votação de um empréstimo de 36 milhões para que a CML pudesse pagar a centenas de pequenos e muito pequenos dos seus fornecedores de benms e serviços.
O empréstimo foi aprovado na Câmara por unanimidade, PSD incluído. Mas não passou na Assembleia Municipal. Neste órgão, o PSD, que tem maioria absoluta, inviabilizou a proposta votando contra, ao passo que todas as restantes bancadas a aprovavam. E de nada valeram os argumentos de Paula Teixeira da Cruz.
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Resultam daqui, a meu ver, pelo menos três conclusões:
1ª - A bancada do PSD na CML, formada por «mendistas», à excepção de Negrão, que circula pelas facções, mas que pouco aparece - o que acarreta de imediato a noção de que tem agora cada vez menos peso no conjunto do PSD.
2ª - Quem manda na bancada do PSD na Assembleia é Santana Lopes: os eleitos na actual bancada foram candidatos ainda oa tempo de Santana (a AML não foi a votos nas intercalares de 2007) e agora têm de mostrar serviço para se reposiciorem na grelha de partida, outra vez com Santana.
3ª - Paula Teixeira da Cruz já não tem valor de mercado neste jogo.
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Sabido isto, pergunta-se por que razão Santana se empenha neste tipo de coisas.
A resposta parece simples: a Santana não interessa nada que este dinheiro viesse aliviar empresas e empresinhas a quem a CML deve dinheiro. Apenas lhe interessa a mecânica da política no pior sentido: se é para aliviar as dores de António Costa neste fim de mandato à bica das urnas, então vota-se contra. Isso, independentemente de poderem daqui resultar mais umas falências e mais uns despedimentos. Para Santana, isso são trocos. Tanto mais quanto é certo que não é ele que está na ribalta, pelo que nunca poderemos reponsabilizá-lo pelas dificuldades dos pequenos fornecedores.
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