domingo, abril 22, 2007

António José Morais: estrela ascendente, estrela cadente



Morais, Sócrates / UnI
Morais, Vara / Governo, CGD e moradia
Morais, Ministério da Justiça / cidadã brasileira
Morais, Cova da Beira / obras públicas...
Esse Morais está sempre presente?

Demos então por arrumada a questão. Demos, sim, senhores. Façamos de conta que tudo está bem quando acaba bem. O 'CM' diz que as sondagens voltaram a beneficiar Sócrates. Tudo ok. O País navega à bolina.
Mas não perca isto e isto. No «DN», António José Morais, o professor de Sócrates da Independente, diz em entrevista que só o conheceu no primeiro dia de aulas. Agora leia isto e isto.
Sobre tal entrevista, já muito se escreveu hoje. Selecciono: «Neste caso, a timidez dos jornalistas será totalmente compreensível. Eles têm família e dependem dos seus empregos para sustentá-la… Apesar disso, um dia terão de optar entre ser jornalistas e fazer perguntas incómodas ou serem simples moços de recados» (in 'Aparências do Real').
E sobre Vara e celebrada moradia, leia isto, também. É uma espécie de revisão da matéria dada, mas vale a pena… O mesmo António José Morais, o professor de Sócrates da Independente, que diz em entrevista ao «DN» que só o conheceu no primeiro dia de aulas etc. etc..
Às tantas ele diz mesmo que em 95 era a estrela ascendente do PS-Lisboa e que estava traçado o seu destino: ministro.
Que sorte a do País, que Guterres não se tenha posto a jeito.
Esta é a mesma personagem que diz ter-se inscrito em 91 no PS da Covilhã e que o 'DN' diz que viveu no Fundão antes de vir fazer estas tropelias todas em Lisboa, mas depois de algumas peripécias «empresariais» lá na zona, as quais parece que estão em investigação.

Ora bem, se há zona do País político que conheço bem é aquela: o eixo Castelo Branco / Fundão / Covilhã / Guarda. Imaginem então o asco que sinto quando leio que o homem diz que só viu Sócrates pela primeira vez na UnI, leia-se, em 96.
Isto não cola. Sócrates, que sempre viveu e se destacou no PS da Covilhã, foi exactamente um dos obreiros da vitória de Guterres na zona em 95, dirigente «de sempre» da Federação de Castelo Branco, que abrange exactamente a Covilhã...
Mas este tipo nem precisava de vir com mais esta balela criar outra montanha de mentiras.
Morais é priminho de Edite Estrela. É de Trás-os-Montes, terra de Vara. Foi com ele que aconteceu aquela coisa de uma cidadã brasileira aparecer de repente a dirigir um departamento do Instituto para o qual Alberto Costa o tinha nomeado - e de onde desapareceu logo de seguida, claro. Nem sabia relacionar isto tudo. Foi-me lembrado aqui.
Que monte de qualidades, senhores!
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(Foto em cima: Vara, Armando Vara: uma sumidade que bem conheço: foi vereador na Amadora 4 anos infindáveis. Tente ver na capa do 'DN' acima a foto do célebre António José Morais: o Google não me forneceu nada. Sorte a dele...)

1 comentário:

João Santos disse...

É deste tipo de abordagens que cada vez mais é necessário que existam.

Portugal, infelizmente, encontra-se submerso numa tentativa de constante ameaça à democracia.

Os politicos portugueses, na sua generalidade, não apresentam capacidade para saber lidar com a democracia.

Vivemos tempos de verdadeiro autismo político e o povo português infelizmente, é ainda pouco participativo.

A comunidade bloguistica veio democratizar a informação, que no fundo, traduz-se num incómodo para quem a pretende controlar.

Cabe aos Blogues, através da sua participação, continuar a contribuir por uma sociedade mais livre e democrática.

É evidente que este processo do diploma do primeiro-ministro está envolto em várias contradições, e o meu espanto maior, como cidadão, é a falta de acção do ministério público para ivestigar estas situações.

Um bem haja.